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| 14/12/2007 - O Nazista Wilson Leite Passos protestou na última quinta-feira, 6 de dezembro, contra a aprovação do Projeto de Lei de autoria da vereadora Teresa Bergher que obriga as escolas da rede Municipal a ministrarem noções do que foi o Holocausto Nazista nas aulas de história. Veja abaixo a resposta da parlamentar, durante a sessão realizada na Câmara Municipal do Rio. | “Não se pode impor as nossas crianças que aceitem como algo consagrado este ou aquele assunto que ainda está sendo debatido e discutido. Não faço esta manifestação como uma posição de agravo aqueles que procuram fazer do chamado Holocausto um assunto de grande importância para o conhecimento da Sociedade. É apenas para impedir que as nossas crianças sejam obrigadas a aceitar como fato consagrado a existência do Holocausto quando ainda existem dúvidas e discussões variadas em todo o mundo, afirmou Leite Passos”
Imediatamente, a vereadora Teresa Berger respondeu, em discurso proferido no plenário da Câmara.
"Cabe esclarecer que todos os vereadores presentes à sessão não somente votaram favoravelmente ao meu projeto, como também aplaudiram entusiasticamente as minhas palavras de contestação ao que afirmava o anti-semita, quando declarei:
“Senhor Presidente, Senhores Vereadores, eu não sabia que na Câmara de Vereadores existia um louco como o presidente do Irã, Ahmadinejad que nega a existência do Holocausto. Esta é uma atitude completamente insane. Afirmar neste microfone, que é irrelevante o assassinato de seis milhões de pessoas, só um insano poderia fazer este tipo de declaração. Mas o que esperar de um vereador que apresentou Projeto de Lei propondo a eugenia, a raça pura. Peço aos Senhores Vereadores que aprovem o meu projeto, que visa ensinar às nossas crianças, o que foi o regime nazista que impôs o terror ao mundo e promoveu o assassinato bárbaro de seis milhões de judeus.
Lamento profundamente a posição contrária ao meu projeto, de um Vereador que, como eu disse há pouco, é um insano e peço que suas palavras sejam censuradas, para que a Sociedade que nos assiste não pense que esta é a posição da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.
Cabe ainda esclarecer que o louco Wilson Leite Passos fez questão que ficasse registrado o seu voto contrário.
Nestes momentos difíceis, mais uma vez, deixo para sua reflexão o quanto é importante ter representação judaica em todos os parlamentos, acima de tudo, uma representação identificada e corajosa, sem medo de dizer o que pensa." |
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