quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Teresa Bergher defende Clarissa Garotinho (PR), cujo mandato pode ser cassado

A possível cassação do mandato da vereadora Clarissa Garotinho (PR) foi o tema central da sessão plenária realizada no dia 02 de dezembro, na Câmara do Rio. Ao fazer uso livre da tribuna, durante o grande expediente, a Vereadora Teresa Bergher (PSDB) defendeu a permanência da parlamentar na Casa. 

Leia o discurso na íntegra feito por Teresa Bergher, publicado no Diário Oficial da Casa (03/12/2009):

“Sr. Presidente, Sras. e Srs. Vereadores, quero me solidarizar com a Vereadora Clarissa Garotinho e dizer que esta Casa realmente perde uma grande parlamentar. (…) A Vereadora Clarissa Garotinho chorou ali naquele microfone e eu sei o que ela está passando porque eu passei pelo mesmo problema! (…) o Prefeito Cesar Maia, o Presidente do meu partido, disse a mesma coisa. Assumiu o mesmo compromisso que o PMDB assumiu com a Vereadora Clarissa Garotinho e, quando eu olhei, estava o Vereador Átila Nunes Neto pedindo o meu mandato, depois de um compromisso assumido pelo presidente, pelo Prefeito Cesar Maia. E mais ainda: a mesma historinha que estou vendo aqui, agora, que é o Vereador que está pedindo o mandato! Não é, não! Ele foi induzido. Eu vivi a mesma situação. Quando eu olhei, o advogado o Sr. Átila Nunes era o advogado do PFL, ou melhor, do DEM. Agora, eu nunca me filiei a DEM. Não existia essa legenda. Eu era filiada ao PFL. E por isso eu ganhei a ação na Justiça! Não sei o que poderá acontecer com a Vereadora Clarissa Garotinho, mas acho, sim, que ela corre um sério risco de perder o mandato. E o senhor mesmo declarou que lei é lei, que está na lei, que qualquer suplente pode pedir o mandato do Vereador. Agora, eu conheço a seriedade, eu conheço o caráter do Vereador Argemiro Pimentel. (…) Jamais Argemiro Pimentel pediria o mandato da Vereadora Clarissa Garotinho, antes de conversar com ela! Eu tenho certeza disso! Isso e uma covardia! E ela foi perseguida aqui, sim, pelo partido dela. Tiraram a liderança. Ela era líder do PMDB. Ela foi arrancada da liderança por quê? Por quê? Porque o pai vem a candidato por um outro partido?

Eu fui a única filiada ao PSDB que fui contra a expulsão do Vereador Luiz Carlos Ramos, do Vereador Luis Antonio Guaraná. (…) Eu fui a única! Estou muito à vontade para dizer isso, porque eu sei o que é perde o mandato. Ele foi defendido por mim! (…) Eu fui a única do diretório municipal do PSDB que votou contra a expulsão do Vereador Luiz Carlos Ramos, do Vereador Guaraná, porque eu disse: se é para expulsar os dois, teria que expulsar muita gente. Na hora do oba-oba todo mundo mudou. E eu quero parabenizar o Vereador Chiquinho Brazão pelo que ele disse aqui. A palavra dele é muito mais importante do que partidos ou acordos partidários. Eu tenho muito respeito pelo Vereador Chiquinho Brazão exatamente por isso: porque é uma pessoa digna, é uma pessoa que mantém sua palavra.                        

Então, quando eu vejo a Vereadora Clarissa Garotinho chorando naquele microfone, entendo porque senti a mesma dor, Vereador Jorge Pereira. Ela tem um compromisso com os seus eleitores. Ela é uma Vereadora atuante, responsável. OArgemiro Pimentel é uma excelente pessoa. Mas penso que, se o Prefeito Eduardo Paes, e ainda apelo a ele hoje, quiser, a Vereadora Clarissa Garotinho não perderá o mandato dela nesta Casa. Pois é uma perda grande, sim, para esta Casa. Se o Deputado Jorge Picciani quiser, ele poderá fazer o mesmo, porque o mandato não é do Vereador, mas sim do partido.

Então, se o Presidente do Partido resolver entregar esta carta que o Senhor citou há pouco, ela também estará livre de perder seu mandato. Faço um apelo, sim, ao Sr. Presidente, que tem uma postura ética, que teve a coragem de manter aqui suas palavras ditas na reunião da bancada. Isso é muito importante, Sr. Presidente. As pessoas se fazem respeitar por estas posições que tomam. E essa posição sua eu aplaudo, sim. O senhor repetiu aqui. Tenho certeza de que o Deputado, Presidente da Alerj, Jorge Picciani, também irá olhar isso com especial carinho, com especial atenção, porque a Vereadora Clarissa Garotinho merece isso. Merece, sim. Se formos olhar, e não vou citar nomes, tem outros parlamentares que também saíram do PMDB. É isso. Muito obrigada.”





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Vereadora da Cidade do Rio de Janeiro - De subprefeita nota 10 à vereadora da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Teresa Bergher é professora de formação e, há 15 anos, milita na política carioca ao lado de seu marido Gerson Bergher (ex-presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro e deputado estadual ). Eleita com mais de 29.000 votos para o primeiro mandato como vereadora, em 2004, Teresa levou para a Câmara Municipal do Rio a experiência adquirida à frente dos Centros Comunitários de Defesa do Consumidor (coordenadora de 1995 a 1996) e das subprefeituras do Complexo da Maré e de Copacabana (subprefeita de 1997 a 1998 e de 1999 a 2000, respectivamente).Continue a ler...

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