terça-feira, 26 de maio de 2009

Recesso parlamentar

Eu subo a esta Tribuna hoje para fazer um comentário sobre um artigo publicado no jornal O Globo de hoje, de autoria da nobre Vereadora Clarissa Garotinho, por quem eu tenho o maior apreço, o maior respeito pelo trabalho que vem desenvolvendo nesta Casa, mas achei conveniente esclarecer alguns pontos.
Primeiro não entendi muito bem o título, “O Plenária-fantasia da Câmara”. Depois a Vereadora começa a dizer que o Poder Legislativo sofre extremo desgaste nos últimos tempos, o que nós concordamos plenamente, mas não porque as presumíveis férias dos Vereadores sejam de 90 dias, mas sim em função de todo o processo que nós conhecemos que tanto tem desgastado a política nacional, não só municipal, os escândalos que envolvem deputados estaduais, senadores, deputados federais, mensalões, enfim, uma série de fatos e situações que, como diz a Vereadora Clarissa Garotinho, tanto tem desgastado o Poder Legislativo.

No entanto, a que esclarecer para a Vereadora pelo conhecimento que eu tenho, estou aqui no meu segundo mandato, que os Vereadores não têm 90 dias de férias, eu acho que o nosso público tem que ser esclarecido, senão fica uma coisa meio esquisita.

O nosso recesso em julho acontece após aprovarmos a Lei de Diretrizes Orçamentárias, não é verdade? Em dezembro, nós só entramos em recesso após a aprovação do orçamento, o que pode se estender janeiro adentro como já aconteceu aqui inúmeras vezes. Então, mesmo que nós entrássemos em recesso dia 1º de janeiro e voltássemos no dia 15 de fevereiro, seria um mês e meio. Se nós entrássemos em recesso no dia 1º de julho e voltássemos no dia 1º de agosto, teríamos dois meses e meio, e não três meses como afirma a colega Vereadora Clarissa Garotinho.

Eu quero também esclarecer o seguinte nobre Vereadora: eu não sou contra o seu projeto, eu sou uma pessoa que trabalha muito, comecei a trabalhar muito cedo e hoje, chego a trabalhar 18 horas por dia. Sábado e domingo para mim, também não é feriado; este final de semana passei o domingo todo com febre na Zona Oeste, uma área onde eu sequer tenho votos, mas fui lá atendendo à solicitação de alguns moradores que vivem os problemas do dia a dia, as aflições que todos nós vivemos nessa cidade.

Então, o primeiro ponto é esse, Vereadora, eu não estou aqui para dizer que sou contra o seu projeto, mas nós não vamos melhorar a Câmara dos Vereadores reduzindo o recesso desta Casa para 45 dias.

Acho que o que nós precisamos é debater, é discutir os projetos que são encaminhados para cá. É ver com muita seriedade as questões sérias que a nossa cidade enfrenta. E eu acho que isso é responsabilidade de todos nós. Eu falo por mim. Nenhum outro Vereador me deu procuração para defender a Casa ou para defendê-lo. Eu tenho a certeza da seriedade no cumprimento dos meus deveres.

Então, eu só queria esclarecer que nós, absolutamente, não temos 90 dias de recesso. Oficialmente, como eu disse há pouco, seriam 75 dias, o que até acho muito mesmo, Vereadora. Gostaria de deixar bem clara a minha posição em relação a acabarmos com a sexta-feira, que não tivesse mais plenário às sextas-feiras. Sou favorável a que tenhamos plenário às sextas-feiras, sim. Por que não? Qualquer outro trabalhador trabalha de segunda a sexta. Não vejo nenhum problema .

Agora, o que eu quis, a bem da verdade, foi esclarecer os fatos. Muito obrigada, Sr. Presidente.





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Vereadora da Cidade do Rio de Janeiro - De subprefeita nota 10 à vereadora da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Teresa Bergher é professora de formação e, há 15 anos, milita na política carioca ao lado de seu marido Gerson Bergher (ex-presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro e deputado estadual ). Eleita com mais de 29.000 votos para o primeiro mandato como vereadora, em 2004, Teresa levou para a Câmara Municipal do Rio a experiência adquirida à frente dos Centros Comunitários de Defesa do Consumidor (coordenadora de 1995 a 1996) e das subprefeituras do Complexo da Maré e de Copacabana (subprefeita de 1997 a 1998 e de 1999 a 2000, respectivamente).Continue a ler...

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