Olhar de Vereador: Entregues à própria sorte

O presidente interino Michel Temer divulgou um vídeo em que aconselha o turista a vir despreocupado para as Olimpíadas do Rio. “Você pode vir tranquilo, pode desfrutar das maravilhas da Cidade Maravilhosa, do Rio de Janeiro, das belezas naturais, e participar dos Jogos, que terão repercussão internacional”, disse o presidente interino, no meio de mais meia hora de blá-blá-blá.

Os fatos mostram que Michel Temer não é um bom conselheiro e tenta tapar o sol com a peneira. Ninguém em sã consciência pode estar tranquilo na cidade do Rio de Janeiro. Nem antes, nem durante nem após os Jogos Olímpicos. Por aqui, não é de hoje que a violência não dá trégua e a insegurança é generalizada.

Em cima da hora, o Governo Federal anuncia medidas para reforçar a segurança. Tarde demais para as inúmeras vítimas do estado de horror que vivemos todos. Como se não bastasse o terror da violência que vivemos, há notícias de que grupos radicais da América do Sul andam contatando os assassinos do Estado Islâmico para planejar ataques durante os Jogos Olímpicos. Segundo a Ong Site Inteligent Group, especializada em monitorar atividades terroristas em todo o mundo, o grupo Ansar AL-Khilafah Brazil prometeu lealdade ao EI, se colocou à disposição para promover o sacrifício de mártires e ainda debochou do nosso pífio esquema de segurança. “Se a polícia francesa não conseguiu parar os ataques na França, o treinamento dado à polícia brasileira não servirá”. Nem a Abin nem o Gabinete de Segurança Institucional do Governo Federal quiseram se pronunciar. Preocupante: não desmentiram nem nos alertam!

Após o atentado que matou 84 pessoas em Nice, o governo brasileiro decidiu revisar suas estratégias de segurança. Agentes da polícia francesa coordenaram treinamentos para colegas brasileiros. Se os franceses não conseguem frear os atentados em seu país, serão capazes de evitar um ataque por aqui?

Com as autoridades mundiais, eu diria que impotentes diante do terror do Estado Islâmico, estamos todos por aqui, brasileiros, imigrantes ou turistas, entregues à própria sorte, principalmente diante das declarações do Prefeito da Cidade, que declarou que a segurança está terrível. Só nos resta rezar.

Olhar de Vereador RJ

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“Eu como vereadora do Rio pergunto: taxa para quê?”

Nesta onda de violência, deve-se, naturalmente, culpar o governo do Estado, o secretário de segurança e a polícia. Mas a Prefeitura do Rio tem também boa dose de culpa.  E entre as muitas parcelas de responsabilidade do prefeito nas questões ligadas à segurança pública, chama imediatamente atenção a precária iluminação das ruas. É óbvio que se trata de questão relevante no âmbito geral da vida dos cidadãos. Como todos sabem, ruas escuras são cenário perfeito para a ação de criminosos. Não que a iluminação de alto nível vá impedir que os bandidos atuem, mas, sem dúvida, contribui para criar uma sensação inicial de segurança e, ao mesmo tempo, facilitar o trabalho da polícia.

“Como vereadora eu preciso fazer meu dever e proteger nossos cidadãos.”

Tomei a decisão de obrigar a Prefeitura a, enfim, assumir suas responsabilidades, pelo menos nesta questão. Como vereadora do Rio, eu estou vendo que tramita na Câmara projeto de minha autoria que proíbe a cobrança de uma certa taxa municipal de iluminação pública, inventada há seis anos pelo próprio Eduardo Paes, e que, como todo mundo vê (ou não vê), não deu o menor resultado. Mas o cidadão está pagando. Religiosamente.

A cobrança vem embutida no boleto da Light, que chega às residências com os valores do consumo de cada uma. Ou seja, quanto maior o consumo de energia dentro da sua casa, maior é o valor da taxa que a Prefeitura lhe toma para iluminar as ruas, sob o pomposo nome de Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública (Cosip).

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Não deixe de saber o trabalho de Teresa Bergher, vereadora ficha limpa, que é a melhor opção na hora de votar.

Vereadora do Rio é Teresa Bergher

Só para este ano, a Prefeitura espera arrecadar cerca de R$ 290 milhões com ela.

O problema é que o Tribunal de Contas do Município descobriu que, em 2014, os recursos da Cosip – quer dizer o seu suado dinheiro – não foi usado somente para iluminar ruas, praças e demais logradouros públicos. Foi parar mesmo nos cofres da Light, que o utilizou para serviços como remanejamento da rede elétrica de residências, lojas e outros destinos, como instalação de radares de trânsito e até projetos de iluminação de áreas do Parque Olímpico, que, após as competições, reverterão para uso privado.
Para deixar as ruas mais claras e melhorar a segurança, portanto, só uma fração do dinheiro foi efetivamente aplicada. Então, para que a taxa?
Teresa Bergher é veredora do Rio e luta pelos direitos dos cariocas.

A culpa de Eduardo Paes

Enquanto a médica Gisele Palhares era assassinada na Linha Vermelha, o governador Francisco Dornelles admitia numa entrevista que o dinheiro do Estado só daria para abastecer os carros da polícia até o final desta semana. Também faltam recursos para pagar servidores, manter hospitais e terminar a linha 4 do Metrô – o único legado olímpico que beneficiará a população. O governo federal se sensibilizou com a situação de calamidade financeira do Estado e vai liberar ajuda de R$ 2,9 bilhões. Mas ainda é pouco. Apesar do sofrimento do cidadão fluminense com o Estado de pires na mão, o prefeito do Rio, o senhor insensível Eduardo Paes, que nos tempos de vacas gordas tanto se beneficiou da união da prefeitura com os governos do estado e federal, agora dá de ombros e convoca a imprensa para dizer que essa crise não lhe pertence. Não é bem assim.

Quando um cidadão é assaltado, ele perde a esportiva. Não pensa que a crise é do Estado e que o município do Rio vai bem obrigado. Não lembra da tocha, nem dos jogos Olímpicos, muito menos da maravilha que é dar uma volta no caro e ineficiente trenzinho do VLT. O cidadão só pensa que a cada dia se torna mais difícil e penoso viver na cidade do Rio de Janeiro e não isenta o prefeito de culpa por todas as nossas desgraças. Apesar da poderosa publicidade da prefeitura, que consumiu em sete anos R$ 650 milhões, o cidadão não se engana: a cidade das maravilhas de Eduardo Paes só existe na propaganda dos jornais e na alucinação do prefeito. A vida real não é nada colorida.

O cidadão está certo. A prefeitura tem sim a sua parcela de culpa na falência da segurança pública, porque nunca se coçou para ajudar a UPP. Por diversas vezes, o secretário José Mariano Beltrame implorou pela UPP Social. Mas esta parte tão importante do projeto, que caberia à prefeitura, jamais saiu do papel, por um único motivo: a falta de vontade política do prefeito, que nestes anos todos só pensava no sucesso e nos holofotes das Olimpíadas. Em vez de construir campo de golfe e velódromo, Eduardo Paes teria deixado um verdadeiro legado à população, se tivesse feito a sua parte nas UPPs. Mas agora Inês é morta. Aliás, Ana Beatriz, Gisele e tantas outras.